domingo, 4 de dezembro de 2011

Jacques e Claire

    O rei francês Jean Paul era um verdadeiro ditador. Mesmo com seu um metro e meio de altura, impunha respeito. E mais que isso? constrangia a todos a fazerem as suas vontades, mesmo que para isso fosse necessário sacrificar todas as vidas da França. A população tinha aversão a ele, pois além de assassino e tirano, cobrava altíssimos impostos, tirando comida da boca de crianças para sustentar seus luxos. Ele não era um homem que tinha o rei na barriga: era o próprio rei com uma barriga imensa, do tamanho de sua riqueza e sua maldade.

    Claire era a prometida do rei, trinta anos mais nova que ele. Com seus vinte e quatro anos, era uma linda donzela nobre, mas que conservava em seu coração a humildade de um camponês. Da população francesa, Claire era justamente a que mais tinha aversão a ele. Foi por isso que bem no dia do casamento decidiu fugir com seu verdadeiro amor, Jacques.

   Quando Jean Paul soube, ficou irado. Mandou logo que seu exército cercasse os arredores de Paris e resgatasse os pombinhos. Como a operação foi falha, deciciu aprisionar a irmãzinha de Claire, Marie, de onze anos. Mas como a garota tinha uma inteligência muito à frente de sua idade, aproveitou o momento de distração dos soldados e escapou.

    Logo que Claire soube da prisão da irmã, retornou a Paris para resgatá-la. Jacques recusou-se a deixá-la ir sozinha, mesmo sabendo que corria risco de vida.
    - Fique Jacques, por favor. Se Jean Paul fizer algo com você, saiba que eu também morrerei!
    - Não, minha Claire! Tenho forças para enfrentar um exército inteiro, mas não para ficar ao menos um minuto longe de você, razão do meu viver!

    Esconderam-se no jardim do castelo para pensar em como entrariam sem serem vistos.
    - Haja o que houver, saiba que você sempre foi e sempre será o meu único amor.
    Jacques beija intensamente sua amada entre aquelas lindas flores da primavera, temendo que este fosse o último beijo. Foi quando chegaram dois soldados armados. Um deles prende Claire pelos braços e começa a luta. Jacques dá-lhe um soco no rosto arrancando-lhe um dente.
    - Fuja, Claire!
    - Eu não vou sem você!
    A garota para pra pensar e lembra que sua irmã também fora presa. A melhor escolha seria fugir e depois resgatar a ambos.

    Decide pedir ajuda ao seu amigo e fiel escudeiro, Louis, um anãozinho bravo e corajoso que morava na Província de Saint Petesburg.
    - Louis, meu amigo, você não sabe o que aconteceu! Jean Paul, aquele tirano aprisionou Jacques e Marie. Eu preciso da sua ajuda para resgatá-los!
    - Tenho uma boa notícia, ó bela Claire! Entre, por favor!

    O anãozinho se retira da sala de visitas, rumo ao quarto. Claire espera ansiosamente... Afinal, o que ele foi fazer lá dentro? Para se distrair, ela observa detalhadamente sua casa. Tudo tão pequeno como seu dono... Se sente uma gigante dentro daquele lugar! Solta uma gargalhada e vê um quadro na parede à sua frente: era uma foto antiga dela, no dia de seu aniversário de vinte anos. Quando mergulha em pensamentos, é interrompida por uma figura de olhos azuis.
    - Marie!!!

    Agora o resgate de Jacques seria muito mais fácil, pois Marie conhecia todas as dependências do castelo.
    Como o pequeno Louis amava Claire, Jacques era seu rival. Mas o anãozinho era tão altruísta e generoso, que decide ajudar para ver a felicidade de sua amada, mesmo que o fim de seus dias seja ao lado de outro.
    - Precisamos de munição! - grita Louis entusiasmado, abrindo uma caixa de armas.
    Os três heróis saem em sua jornada, esperançosos. Passam por esconderijos inimagináveis e um tanto quanto desconfortáveis, exceto para Louis, é claro. Mas é como diz a famosa frase: "Os melhores perfumes estão nos menores frascos". E a personalidade nobre do pequeno comprovava isso.

    Os túneis subterrâneos acabam saindo no lugar certo: uma sala escura aonde estava Jacques, ferido, acorrentado... Porém os três bravos heróis não esperavam pela presença do rei na mesma sala.
    - Olhe só, mas que nobre visita! Quem é estúpida o suficiente para trocar um rei por um camponês e ainda arriscar sua vida para salvá-lo?
    - Pois saiba, Jean Paul, que todo esse castelo e todo o seu ouro jamais me comprariam, meu coração e minha alma pertencem ao Jacques!
   - Não pertencem mais! - grita o rei que, com um golpe de espada decepa a cabeça de Jacques.

    Claire sente o golpe dentro de seu coração... Saca a arma e atira no peito do assassino. Nesse instante, a sala é invadida pelos soldados, e um deles atira em Claire, acertando-lhe a cabeça. Maire, indignada de ver sua irmã mais velha morta, aperta o gatilho com seus dedos frágeis, acertando o soldado. Inicia-se a troca de balas e um caos no castelo. A pequena Marie recebe um tiro e o anãozinho Louis se revolta pela morte da menina e de sua amada. Dispara milhares de tiros ininterruptos, matando todos os soldados e deixando o castelo coberto por um mar vermelho de sangue.

    Ouve um barulho ensurdecedor! O portão do castelo fora derrubado pela população que se alegrava com a morte do rei tirano. Foram surpreendidos por mais soldados que estavam nos fundos do castelo, barrando as pessoas e matando-as a tiros e espadas.
    E é nesse cenário trágico que o pequeno Louis aponta a arma para sua própria cabeça.
    - Espere-me, Claire, minha amada. Nesse instante vou au teu encontro no paraíso...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Brasil: um país verde, amarelo e cor-de-rosa


O homem sempre representou força, inteligência, poder. Já a mulher, desde a Criação, foi vista como o sexo frágil, símbolo da dependência, da submissão. No Brasil, a situação não é diferente: o gênero feminino sofreu desde a colonização penalidades comparáveis às da Santa Inquisição - em que as mulheres consideradas bruxas eram queimadas em praça pública. Embora o tratamento mundial da mulher tenha evoluído muito, na prática a total igualdade de gêneros ainda não é uma realidade no Brasil como é em alguns países da Europa e da América do Norte. E esse pode ser um fato que impossibilita um maior desenvolvimento do país.

Há 500 anos, a falta de mulheres entre os europeus que chegavam à América estimulou a escravização dos índios. Havia mais homens brancos que mulheres brancas, por isso era muito comum a relação inter-racial entre portugueses com índias e negras. Muitas escravas eram compradas para fins sexuais, exclusivamente. A mulher, além de subordinada ao homem era considerada um ser inferior. As nobres também tinham de obedecer cegamente às ordens do pai e, depois de casada, às do marido. Meninas de quinze anos eram induzidas ao matrimônio com homens muito mais velhos. No fundo, a mulher era um objeto e seu casamento não passava de uma troca de favores políticos e econômicos entre seu pai e membros da elite.

Essa realidade foi retratada na música, na pintura e na literatura; são exemplos as obras “Eva Tupinambá”, de Ronald Raminelli; “A arte da sedução: sexualidade feminina na colônia”, de Emanuel Araújo; e “Casa-Grande & Senzala”, de Gilberto Freyre. Já a realidade atual da mulher é retratada principalmente na mídia, apresentando, muitas vezes, inquietantes semelhanças com o passado. Antes, escravas eram chicoteadas e abusadas como se fossem animais; hoje, as notícias de estupros, assédios sexuais, assassinatos e outras práticas desumanas estampam jornais e revistas, mesmo depois de 500 anos de ''avanço'' e do surgimento da Lei Maria da Penha – a qual penaliza qualquer tipo de violência doméstica contra a mulher.

Essas agressões não têm consequências apenas para as vítimas diretas. O Brasil perde 10% do PIB com a violência contra a mulher, de acordo com declarações da ministra Eliana Calmon. Essa estimativa se refere aos gastos com o sistema de saúde no atendimento às vítimas, à movimentação da Justiça e da Polícia e à interrupção do trabalho das mulheres agredidas. Por essas e outras que o preconceito com as mulheres é mais visível nos países de Terceiro Mundo, que freiam seu desenvolvimento com um machismo arcaico, que além de desrespeitá-las no âmbito físico e sociocultural, as exclui da plena participação política e deleta seu reconhecimento profissional.

No mercado de trabalho, mesmo com maior escolaridade, as mulheres têm rendimento médio inferior ao dos homens. De acordo com dados do IBGE, no mercado formal elas recebem até 74,6% do rendimento médio deles, enquanto no mercado informal esse valor cai para 63,2%. Já na política, o direito ao voto feminino comemora 76 anos graças à Bertha Lutz, a maior líder na luta pelos direitos políticos das mulheres brasileiras, o que evoluiu para a eleição de muitas, inclusive a primeira presidenta, Dilma Rousseff, o que pode mudar drasticamente o cenário brasileiro em relação à discriminação contra a mulher.

Esse cenário tem melhorado ao longo dos anos de acordo com as mudanças da nossa sociedade e com influências externas, como as duas Grandes Guerras Mundiais, em que os homens foram lutar e suas esposas passaram a ocupar seus lugares nas fábricas, demonstrando, muitas vezes, maior habilidade no trato com certas máquinas. Podiam lidar com prensas rotativas com a mesma facilidade com que bordavam uma almofada. Mesmo em meio a preconceito e condições nada favoráveis de trabalho, elas responderam com competência a esse desafio.

Não se deve deixar de citar um dos primeiros movimentos feministas de repercussão mundial, o inglês, que defendera ainda no fim do século XIX o direito ao voto, tendo-o alcançado em 1918, época da maior participação social da mulher em função da Primeira Guerra. Já o movimento feminista da década de 1960 revolucionou a ideologia mundial com relação à mulher, gerando polêmicas principalmente na sociedade norte-americana, com protestos como a famosa queima pública de sutiãs – o sutiã simbolizava uma prisão, uma camisa-de-força, a organização social que enquadra a mulher de uma maneira e o homem de outra. O próximo passo foi a introdução da mulher no mundo da música na década de 70/80, que possibilitou a elas se manifestarem de forma artística acerca de sua realidade social.

Percebe-se que atualmente as brasileiras estão muito mais incluídas ao mercado de trabalho, à política, elevando sua posição na sociedade e nas religiões – hoje é bem comum de se ver mulheres como líderes de igrejas, templos. Elas passaram a assumir funções e posições consideradas exclusivamente masculinas. Veem-se mulheres dirigindo táxis, caminhões, sendo mestres de obra, praticando esportes como lutas, vestindo-se com peças masculinas e esses comportamentos deixaram de ser associados à escolha sexual.

As mudanças são perceptíveis e pode-se afirmar que são, de certa forma, reflexo da atitude das brasileiras, e há muitas no passado que servem de exemplo para as modernas. Chica da Silva, a escrava que se fez rainha, foi a primeira negra a alcançar prestígio e riqueza no país após união com o explorador de diamantes João Fernandes. Tornou-se um mito no imaginário popular. Maria Quitéria, militar brasileira, disfarçou-se de homem para lutar na guerra da independência. Princesa Isabel, a princesa imperial e primeira senadora da nação, aboliu a escravatura e defendia o voto feminino e a reforma agrária. Era partidária de ideias modernas, e sua postura era considerada avançada para a época. Tarsila de Amaral, uma das maiores pintoras brasileiras e seu quadro Abaporu de 1928 inauguram o movimento antropofágico e foi a obra brasileira a alcançar o maior valor em um leilão internacional: 1,5 milhão de dólares. Irmã Dulce, religiosa que se destacou por seu trabalho de assistência aos pobres e aos necessitados e por suas inúmeras obras de caridade no nordeste. Por fim, Maria da Penha, vítima de atentados praticados por seu ex-marido, sua luta e história inspiraram a lei de proteção das mulheres em casos de violência doméstica.

Estas são mulheres que deram sua vida, seu sangue e seu suor por sua comunidade, realizando grandes feitos, sendo orgulho e exemplo para o gênero feminino, modificando seu meio e registrando um legado que marcou gerações. A revolução da mulher foi sim a mais importante revolução do século XX. Cabe a pergunta de Freud: “Mas afinal, o que querem as mulheres?!”. As mulheres querem liberdade, igualdade e permissão para mostrar sua competência e vontade de tornar o mundo – e o Brasil – bem melhor.

Mas como isto pode se tornar realidade? A maior participação feminina na democracia brasileira pode acarretar no tratamento igualitário no mundo do trabalho, participação política, respeito à integridade física e à moral da mulher, gerando reflexos positivos em toda a sociedade. Enfim, o Brasil pode se tornar o país da igualdade em que brancos, pardos, negros, ricos, pobres, homens e mulheres tenham seus direitos garantidos; todos podem pintar esse quadro de esperança de amarelo, azul e, inclusive, cor-de-rosa.

Os habitantes da Miséria

    A existência de moradores de rua nas grandes cidades brasileiras é cada dia mais comum. São quase dois milhões de pessoas que habitam em calçadas, debaixo de pontes, vivendo em condições subumanas e sendo motivo de horror e/ou medo da população. Mas será que os mendigos são mesmo marginais ou, na realidade, são vítimas da própria sociedade? O que se sabe é que a nação mendicante cresce a cada dia, em choque com a nação brasileira por falta de ação do mediador, o governo.

    Tem-se a falsa ideia de que os moradores de rua estão nessa condição de vida porque querem; são bandidos, vagabundos que preferem o ócio ao trabalho; são drogados e alcoólatras. A sociedade, porém, generaliza e os vê no coletivo, desconhecendo sua individualidade e história de vida, bem como os reais motivos de sua atual situação.

    Alguns deles são abandonados pela família na velhice; outros, e a maioria deles, são desempregados, sem oportunidades ou vítimas da má distribuição de renda no Brasil. Já outra parcela acaba nas ruas em situação degradante em função dos vícios no álcool e nas drogas. Nesse caso a atenção deve ser dobrada, havendo tratamento médico, pois os dependentes podem se tornar agressivos e até mesmo cometerem crimes.

    Qualquer que seja a causa, a solução está na ação do governo. A falta desta torna-se ilegal e inconstitucional, já que é obrigatório o respeito e a garantia dos direitos humanos de todos os cidadãos, inclusive dos mendigos. Mesmo sem acesso à propriedade, ao trabalho, ao tratamento médico, ao vestuário, eles é que são considerados os "vilões urbanos".

    O desrespeito aos direitos dos sem-teto afeta também a população em geral, que tem de conviver com "a paisagem da miséria" das cidades, o infortúnio de ser abordada para dar esmolas que não ajudarão em nada e, no pior dos casos, sofrer violência por parte daqueles que veem o crime como a única saída e meio de sobrevivência.

    A desigualdade social é o principal fator que impede que o Brasil se torne um país desenvolvido. Para esta ser reduzida, o primeiro passo é dar mais oportunidades àqueles que não têm nem mesmo moradia. Esse papel é, sobretudo, do governo, o que não significa que os cidadãos comuns não devem ou podem fazer nada. Afinal, todos são suscetíveis a crises financeiras e poderiam "se mudar" para as ruas. Certamente, ninguém gostaria de ser tratado com tal descaso. Por que não oferecer assistência médica, alimentação e emprego aos sem-teto? As ações voluntárias podem amenizar o problema, promover a solidariedade e unir seres humanos de condições diferentes, mas que no fundo são iguais por pertencerem à mesma nação: a nação brasileira.

Crônica sobre as Órbitas Urbanas


                  Deixe São Paulo te levar

  Seis horas da manhã de um cinzento e chuvoso dia. Estação Sé do metrô. A fila para comprar o bilhete é extremamente animadora, fora a caminhada até os vagões, em que você se sente na própria China pela quantidade de pessoas. A única vantagem é que não é necessário dar sequer um passo, pois o "empurra-empurra" da multidão já te leva a seu respectivo destino. Além disso, não me conformo com o desrespeito que os usuários deste meio público têm pelas normas impostas. Ocupam os acentos preferenciais mesmo havendo idosos, deficientes ou grávidas necessitando dos mesmos; ultrapassam a faixa amarela e permanecem nas portas do vagão impedindo a passagem dos transeuntes. 

    Saindo desse caos infernal rumo ao Paraíso, embora lá a situação não seja muito diferente. Pego um ônibus para chegar ao meu destino final. Não se sabe na verdade o que é pior: pegar metrô ou ônibus. Provavelmente seja por causa da precariedade dos transportes públicos que as pessoas ainda preferem sair de carro. Pisam no acelerador e começa uma maratona maior que a corrida São Silvestre, pois o congestionamento paulistano já foi parar no livro dos recordes. A adrenalina está em alta; os motoristas, altamente estressados, entram em um campo de batalha. Xingamentos, buzinas estridentes, desrespeito aos sinais, batidas...

    Para suportar horas de congestionamento, começam a buscar distrações. Observam da janela a arquitetura de São Paulo. De um lado, o Teatro Municipal, belo, pomposo, restaurado, estilo europeu. Do outro, prédios antigos dominados pelos sem-teto e em péssimas condições; com certeza algo nada belo de se ver. Construções de luxo que se tornaram lixo, degradadas pelo tempo e pela má conservação. Viadutos pichados, com "ratos humanos" vivendo de restos da sociedade.

    Indigente... Mas afinal, o que é ser indigente? A definição do dicionário é: pessoa sem recurso suficiente para sua subsistência. Porém os paulistanos têm a falsa ideia de que os moradores de rua estão nessa condição de vida porque querem; são bandidos, vagabundos que preferem o ócio ao trabalho; são drogados e alcoólatras. A sociedade, porém, generaliza e os vê no coletivo, desconhecendo sua individualidade e história de vida, bem como os reais motivos de sua atual situação. Além disso, são considerados parte integrante da “paisagem da miséria" da cidade. Mas será que os mendigos são mesmo marginais ou, na realidade, são vítimas da própria sociedade? Deixo essa pergunta elementar, meu caro leitor.

    Embora a terra da garoa seja conhecida pela correria do dia-a-dia, o individualismo e a frieza das pessoas, não se pode generalizar. Próximo à padaria da esquina, avisto uma senhora dando alimentos e um cobertor a um morador de rua. Seja rico ou pobre, branco ou negro e jovem ou idoso, todo paulistano necessita de calor humano.
    Observo novamente o prédio em frente ao Teatro. Até que é bonito... Quantas histórias não devem ter se passado ali... O cinza é quebrado pelas flores da praça e pelo sorriso das crianças que brincam livremente, despreocupadas, felizes. Um casal faz juras de amor em frente à catedral. Essa cidade cosmopolita é mesmo um resumo da cultura de inúmeras nações, sem perder sua essência brasileira.

    No metrô Paraíso, um cantor de rua começa seu show. Os passageiros, de repente, esquecem-se de embarcar. Esquecem seu destino, seus problemas, seus desejos. Agora tudo é festa; todos se unem, ao som de uma só voz aos embalos de “Deixa a vida me levar...”.  São Paulo, “leva eu”!



quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Trinta dicas "infalíveis" para escrever bem

As barbaridades que circulam na internet sobre o mau uso do idioma  

1. Deve-se evitar ao máx. a utiliz. de abrev. etc.

2. É desnecessário empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.

3. Anule aliterações altamente abusivas.

4. não esqueça as maiúsculas no início das frases.

5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.

6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, sacou?? ...então valeu!

9. "Porra", palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa "merda".

10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.

11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto em que a palavra se encontra repetida.

12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os outros não tem idéias próprias".

13. Frases incompletas podem causar

14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou, por outras palavras, não repita a mesma idéia várias vezes.

15. Seja mais ou menos específico.

16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!

17. A voz passiva deve ser evitada.

18. Utilize a pontuação corretamente especialmente o ponto e a vírgula pois a frase poderá ficar sem sentido será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação

19. Quem precisa de perguntas retóricas?

20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.

21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.

22. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"

23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

24. Não abuse das exclamações! Nunca!!! O texto fica horrível!!!!!

25. Evite frases exageradamente longas pois estas dificultam a compreensão das idéias nelas contidas e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam, dessa forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.

27. Seja incisivo e coerente; ou não...

28. Não fique escrevendo (nem falando) no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto pobre e estar causando ambigüidade, com certeza você vai estar deixando o conteúdo esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo. E como você vai estar lendo este texto, tenho certeza que você vai estar prestando atenção e vai estar repassando aos seus amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em não estar falando dessa maneira irritante.

29. Outra barbaridade que tu deves evitar chê, é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras... nada de mandar esse trem... vixi... entendeu, bichinho?

30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá agüentar, já que é insuportável o mesmo final escutar, o tempo todo sem parar.

sábado, 27 de agosto de 2011

Texto dissertativo sobre a escolha profissional dos jovens

                                     Diga-me o que tu fazes que direi quem tu és

    Chega a tão esperada e temida hora do vestibular. Depois de meses e meses estudando a fio e refletindo sobre a escolha da carreira, o aluno, ansioso e pressionado, acaba marcando qualquer curso. "Seja o que Deus quiser!". Esse é o quadro de muitos jovens do século XXI, pintado por indecisão e insatisfação. A certeza profissional é buscada pelo jovem no exterior, sendo que a resposta está em seu próprio interior.
    As pessoas atualmente têm grande acesso à informação; através da internet conectam-se ao mundo inteiro. Isso as torna mais ligadas ao exterior, à sociedade; tentam ser aceitas e reconhecidas, mas o preço do sucesso pode custar muito alto, chegando ao ponto de perder sua própria personalidade. É por isso que os jovens buscam nas profissões reconhecimento dos pais, amigos, status e uma boa condição econômica, deixando de lado sua vocação, vontade e realização pessoal/profissional.
    Consequentemente, quando não há a formação de profissionais insatisfeitos e com mau rendimento, há um verdadeiro troca-troca de cursos que atrasa a formação e desgasta o estudante. A famosa pergunta de infância: "O que você vai ser quando crescer?" não tem necessariamente a resposta em testes vocacionais, opinião da família, amigos , na fama das profissões ou nas cifras do futuro salário. Como diz o filósofo grego Sócrates: "Conhece-te a ti mesmo". Essa pode ser a chave do sucesso.
    Os estudantes devem ser incentivados pela família, pela escola e até mesmo pela mídia a refletir desde cedo acerca de sua carreira, pois é uma das escolhas mais importantes da vida e é feita numa época em que muitos não são maduros e decididos o suficiente. A profissão deve ser reflexo do próprio ser, pois é através dela que o homem modifica seu meio e registra um legado que pode marcar gerações.

O Retrato Oval - Edgar Allan Poe - final do conto modificado

O castelo no qual meu criado estava decidido a entrar à viva força, não consentindo que eu, ferido como estava, tivesse que passar a noite debaixo da chuvarada, era um grande edifício senhorial e melancólico, que durante muitos e muitos séculos, fora grito de guerra nos Montes Apeninos. Segundo nos disseram, tinha sido abandonado temporariamente por seus donos.

Acomodamo-nos numa das salas menores, que era também a mais modestamente mobiliada. Estava situada num torreão um tanto afastado do corpo principal do castelo; seus móveis, seus adornos, ricos e luxuosos, pareciam maltratados pela ação do tempo e apenas conservavam poucos vestígios do antigo esplendor.
Sobre as paredes caíam tapeçarias e troféus heráldicos, bem como grande quantidade de quadros modernos encerrados em molduras de ouro e madeiras finíssimas. Devido talvez ao delírio que me produzia a alta febre, senti crescer dentro de mim um grande amor por aqueles quadros que como prodigioso e estranho museu, tinha diante dos olhos.
Mandei o criado fechar as pesadas portas e as altas janelas, pois era noite cerrada, e acender o candelabro de sete braços que encontrara sobre a mesa. Descerrei, em seguida, os cortinados de cetim e veludo que rodeavam o dossel de minha cama.
Queria assim, se por acaso não chegasse a conciliar o sono, distrair-me ao menos na contemplação dos quadros na leitura de um livro de pergaminho que havia encontrado sobre a almofada, o qual parecia conter a descrição e a história de todas as obras de arte que se achavam encerradas naquele castelo.
Passei quase toda a noite lendo. Naquele livro estava realmente a história dos quadros que me rodeavam. E as horas transcorreram rapidamente e, sem que eu percebesse, chegou a meia-noite. A luz do candelabro me feria os olhos e, sem que meu criado o notasse, coloquei-o de tal modo que somente projetasse seus tênues raios sobre a superfície escrita do livro. Mas aquela troca de luz produziu um efeito inesperado.

Final modificado criado por mim:  (quem quiser ler o final verdadeiro do conto e lê-lo na íntegra, acesse http://www.beatrix.pro.br/index.php/o-retrato-oval-edgar-allan-poe/)

Mas aquela troca de luz produziu um efeito inesperado.
Uma sombra foi reproduzida no livro: a silhueta de uma nobre senhora que estava representada no retrato oval, o quadro que estava ao meio, bem no foco da minha visão. No quadro, seu rosto estava meio de lado, com um olhar enigmático, santo e sedutor. Seus cabelos negros ondulados repousavam em seu colo ornamentado por um colar de esmeraldas. De repente, a sombra do quadro que misticamente se reproduzira sobre o livro, apontava para uma estrela de seis pontas à direita da página ao final da frase: "Os olhos são a janela da alma. Aquele que muito vê e muito procura, acaba encontrando o que não gostaria..."
Percebi que a tal estrela era a mesma do pingente do colar da donzela. Levantei-me da cama subitamente, cambaleando por causa da febre para me aproximar do quadro. Os olhos da senhora me hipnotizavam; foi quando ela deu uma piscadela e movimentou seu dedo indicador me chamando... Chamando-me... Aproximei-me mais e ela estendeu seu colar na minha direção como se estivesse pedindo que eu o tocasse: ''Pegue!". Balancei a cabeça não para negar, e sim para ter certeza do que eu estava vendo. Será que estou ficando louco?
Quando toquei no colar ele cintilou e algo assustador aconteceu. Um morcego apareceu no quadro e caiu no chão, transformando-se num verdadeiro Conde Drácula. Fiquei paralisado, chocado, abobalhado observando a figura fúnebre vestida com uma capa preta, escondendo seu rosto e mostrando apenas seus olhos aterrorizantes. Agora eu compreendia a tal frase do livro: "Os olhos são a janela da alma. Aquele que muito vê e muito procura, acaba encontrando o que não gostaria..."
Quando a figura, parada à esquerda do quarto falou, senti um arrepio pela minha espinha.
- Quem ousa tocar na Donzela Homanoff?
No mesmo instante comecei a gritar e a chamar Pedro, que dormia como uma pedra em um sono tranquilo. De repente a cena mudou: eu estava esgoelando o coitado, que insistia em perguntar o que estava acontecendo. Eu havia acordado! Tudo fora apenas um sonho!
Pedro assistiu-me em meu repouso e voltou a dormir dizendo que estava tudo bem. Notei que o livro ainda estava aberto na mesma página, sobre a cama. Olhei a estrela de seis pontas e senti um vulto no lado esquerdo do quarto. Engoli em seco. Por via das dúvida, pensei, é melhor fechar esse livro. Deitei-me e voltei a dormir. Recusei olhar novamente para o retrato oval que permanecia parado, porém vivo, bem à minha frente...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Crônica sobre Bullying

Escola: uma fábrica de monstros?

       Wellington Menezes é um garoto pacato, tímido, solitário. Por sua fama de introvertido, costuma ser discriminado. Quando chega à escola, a zombaria começa:

       - E aí, Wellington? Você costuma falar sozinho? Porque você não tem amigos né...

       Os meninos não querem ser seus amigos. Não permitem que ele entre na conversa, entre no jogo de futebol... Wellington deseja profundamente ser invisível, pois ele não é ignorado, ao contrário, costuma ser o centro das atenções para ser agredido, o que é muito pior. Sua relação com as meninas machuca ainda mais.

        - Oi Wellington! Você não quer ficar comigo? Ah é, me esqueci! Ninguém te quer, porque além de horroroso, você é um psicopata que não fala com ninguém!

       Para um adolescente, ouvir isso da garota que ele ama, dói mais que uma facada no coração.

       Os anos vão se passando e o garoto se torna mais introspectivo a cada dia. As agressões físicas e psicológicas naquele ambiente pavoroso chamado escola, deixaram marcas eternas em Wellington. Até que chega o dia em que decide se vingar.

        Ele acorda mais cedo que o normal e sai de casa sem explicações, deixando sua família encabulada. Leva consigo uma arma que, segundo o seu pensamento, lhe trará uma felicidade extrema. Começa a contar as horas, os minutos e até os segundos. O tempo não passa! Enquanto isso, vai relembrando seu plano para tudo sair perfeito.

       Faltam cinco minutos para a aula matinal começar. Wellington entra pela portaria principal com a explicação de que faria uma palestra. Sorriso no rosto, coração batendo forte. "Finalmente a justiça será feita", pensa. Logo em seguida começa a chacina. Crianças brincavam e a professora chamava a atenção. Aquela paz inocente foi subitamente transformada em terror. "Vou matar todos vocês!", dizia. Wellington acabou matando dois meninos e dez meninas. Por que a preferência? Para representar aquela garota e muitas outras que haviam partido seu coração para sempre.

       O rapaz, que se sentia um herói, percebe que aquela atitude nem mesmo amenizou a sua dor. Era um herói ou um monstro? Mas sua personalidade era reflexo do ambiente, não era sua culpa. O mundo parecia detestar a sua existência. Ou talvez fosse ele mesmo o culpado por se isolar e construir sua própria dor. Mas agora não importa o culpado, o que importa é que esse mundo não é para ele e nem ele era para estar nesse mundo. Welington dá um tiro em sua própria cabeça e pela primeira vez na vida, se sente feliz. Ironicamente a caminho da morte...

terça-feira, 10 de maio de 2011

Crônica sobre o desastre do Japão

Como uma Onda do Mar...


     Era um dia lindo. O sol radiante, o céu azul e límpido, sem nenhuma nuvem. Na península de Ojika o dia começa agitado para os japoneses. Homens de negócios seguem para seus escritórios, criancinhas pegam o ônibus escolar, donas de casa correm para aproveitar as promoções do supermercado, vendedores de bugingangas correm da fiscalização... E a pequena Shanaia observa do colo de sua mãe e com olhar curioso a grandiosidade do arranha-céus construído pela Samsung em frente a sua casa.

     Não muito longe dali, a um raio de dois quilômetros, Tamashiro medita em um templo budista no alto da montanha, com vista para o mar, num local tão natural e divino, contrastando com a vida urbana, acinzentada e tecnológica de Ojika. Tamashiro contempla aquela natureza e sente uma paz interior. Existe lugar melhor que aquele para meditar? Tudo parece tão estático, parado, como numa fotografia. A beleza daquela paisagem seria eterna.

     O mar também permanecia estático, calmo. Veio uma onda inesperada que voltou, fazendo a beira do mar retroceder tanto, que os banhistas que estavam cobertos pela água até o pescoço, passaram a ter apenas seus pés cobertos. Parecia que a água do mar tinha decido pelo ralo, como numa banheira. E assim permaneceu por um bom tempo.

     De repente o mar foi subindo, subindo e veio uma onda monstruosa que afogou todos os banhistas e permaneceu subindo e subindo. Tamashiro despertou de sua meditação ao ouvir o som dos gritos e o barulho da onda. No mesmo instante sentiu o tremor do chão e sentiu medo. O Templo Budista tremia e a primeira rachadura apareceu na imagem dourada de Buda. A paz daquele lugar transformou-se em prantos, tremores, dor e medo. A construção desmoronou e a onda gigantesca continuava a avançar, até que se aproximou da casa da pequena Shanaia. O imenso arranha-céus se tornou pequeno aos olhos dela, já que a onda era três vezes maior. Como se não bastasse essa visão assustadora para uma garotinha de cinco anos, sua casa partiu ao meio e todos que ali estavam caíram dentro da rachadura e foram cobertos por água salgada e escombros de cimento.

     Dentro de cerca de cinco minutos, aquela paisagem bela que parecia aterna foi totalmente destruída e despedaçada. Pessoas, animais, prédios, automóveis, árvores... A ira do mar e da terra calaram a Península de Ojika. A agitação, a correria e os barulhos da cidade foram parados pela natureza e substituídos por um silêncio eterno. Tamashiro, Shanaia e todos os outros saíram desse pesadelo para mergulhar em um sono profundo rumo à eternidade. De agora em diante, só se ouvirá o som das ondas do mar...

domingo, 1 de maio de 2011

Crônica para aula de Redação

Bandidos Modernos

     Uma profissão que hoje em dia tem um mercado bem amplo e lucro na certa é a bandidagem. Isso mesmo! Para os que não sabem, ser bandido é uma profissão, é o mesmo que dizer "sou médico, advogado, etc". Tem-se até mesmo cursos para identificar o perfil da vítima, aprender a psicologia da ameaça, saber distinguir ouro de bijouterias, e muitas outras modalidades.
     No séc. XXI, essa profissão tem crescido infinitamente, pois o conceito antigo de bandido está por fora. Os antigos estelionatários, sequestradores, assassinos, ladrões, estupradores, malucos e psicopatas se tornaram bancários estelionatários, advogados e políticos ladrões, médicos malucos, dentre muitos outros. Há até mesmo os bandidos virtuais, chamados "hackers", que são o símbolo da modernidade.
     Com a Globalização, os bandidos do nosso país estao cada vez mais chiques e internacionais, mas perderam o jeitinho brasileiro e infalível de praticar crimes. Um exemplo claro é o caso do rapaz de 31 anos que planejou matar a namorada, raptou-a, mas foi pego no flagrante, pois havia esquecido de abastecer o carro para a fuga. Já que é para fazer, então faça direito, poxa! Felizmente, a burrice tamanha desses "fora-da-lei", acaba salvando a nossa vida. Já não se faz mais bandidos como antigamente!
     Burros ou não, os bandidos modernos são como um vírus que se alastra de repente e ataca a todos. Além disso, têm uma grande capacidade de mutação, podem estar em qualquer profissão. Os bandidos modernos podem estar em qualquer lugar, até mesmo...AO SEU LADO!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Redação: Crônica reflexiva

Heróis eternizados

    É impressionante como a indústria cinematográfica, principalmente a brasileira, passou a focar em histórias de pessoas comuns. Virou moda produzir filmes sobre a vida de Dona Geraldinha, do Zezinho, do Luizinho. Exemplos mais famosos são: "2 Filhos de Francisco" e "Lula, o Filho do Brasil". Recentemente fiquei sabendo que será lançado um filme baseado no documentário chamado "O Silencio das Inocentes", que se refere à história de Maria da Penha, a biofarmacêutica inspiradora da lei que pune crimes de violência doméstica contra a mulher.

    A pergunta é: o que esses filmes têm em comum que atraem tantos telespectadores, embora, algumas vezes, a crítica rebaixe esse tipo de produção? A doce mistura de uma arte lírica e ficcional a uma realidade de amargura e "volta por cima" são a essencia deles e o segredo de tanto sucesso.

    Essas histórias tem em comum pessoas que fizeram de seu martírio, de suas cruzes e sofrimentos a dádiva do heroicismo, isto é, com esperança e garra mostraram para o mundo que são maiores que suas lutas. Com seu espírito guerreiro alcançaram suas vitórias.

    Mas esses heróis estão bem longe de ser seres sobrenaturais, com superpoderes, onipotentes, onipresentes, "Mulheres maravilha" ou "Super-homens". ao contrário: são homens e mulheres reais, humanos, com defeitos e qualidades, cidadãos comuns, famosos ou não. Seus feitos marcaram de alguma forma a sociedade e seus atos heróicos foram eternizados em filmes, livros, canções, pinturas e até feriados no nosso calendário.

    O que importa, porém, não é a grandeza de sua ação nem fama, como Jesus Cristo, Martin Luther King ou a simples dona Maria da Penha e o bombeiro da esquina. O que importa mesmo é que todas essas pessoas conseguiram vencer suas lutas, o que elas nunca conseguiriam reclamando, murmurando e declarando o quanto elas são vítimas da vida; elas souberam, na verdade, usar a força interior que há no ser humano, capaz de revolucionar sua vida, marcar a história das pessoas ao seu redor e tornar a todos, indistintamente, heróis eternizados.

domingo, 6 de março de 2011

Produção de diário para aula de Redação

São Paulo, 15 de fevereiro de 2011

Querido diário,

     Acordei pela manhã muito desanimada. Acho que foi o efeito da tarde de ontem. Estava na piscina da Mari com os amigos reunidos, várias pessoas ao meu redor e, ao mesmo tempo, estava sozinha. Sozinha. Parecia estar em um mundo paralelo, o mundo dos pensamentos solitários.
     Talvez essa sensação de solidão seja porque estava a Mari com o Pedrinho, a Lu com o Marcos, a Dani com o Dedé, etc, etc. Enfim, um clima de romance no ar. E apenas eu sem acompanhante.
     Mas tudo bem, já estou acostumada. Todos me dizem que sou bela, perguntam se sou modelo (embora eu não me ache modelo em nada...) e duvidam quando digo que nunca namorei. Sim, aos meus 17 anos em pleno século 21 pareço viver no século XVIII, uma santa. Será que sou alienígena?
      Talvez seja meu jeito tímido e conservador. Falta de pretendentes não é!! Apenas não encontrei a pessoa certa. Ou talvez tenha encontrado e insisto em manter uma venda nos olhos. Mas cansei de pensar nesse assunto, a hora certa vai chegar.
      Depois de ir a escola, almoçar, descansar um pouco, decido fazer umas compras pra casa. Tento pegar um biscoito que, como estava no alto da prateleira, caiu com vários outros ao mesmo tempo. Um rapaz que estava ao meu lado perguntou: "Voce precisa de ajuda?"  e começou a recolher os biscoitos. Quando me viro para olhá-lo após o mico, fico mais vermelha de vergonha do que já estava. Alto, forte na medida certa, muito bem vestido, deixando transparecer sua boa forma, cabelos com topete a la Elvis Presley, cheiro de perfume Givenchy, sorriso iluminado e angelical  e olhos... Hum, os olhos... De um estonteante verde intenso!
Eu, descabelada, com roupa de malhação e cara de sono... Contar nossa conversa inteira daria muitas páginas...
      O que importa é que 4 lições sobre o amor eu aprendi:

1ª- Não fique a espera dele. O amor aparece quando ele quer.

2ª- Não desista. Sua hora vai chegar.

3ª- Quer arranjar um namorado? Saia totalmente natural. Se ele te achar bonita natural, arrumada então ele vai ter certeza!

4ª- Amor a primeira vista existe...

 "Seus intensos olhos eram janelas abertas para sua alma pura e apaixonante..."

Bjos,

♥Miss Secrets♥

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Uma bela história

Uma mulher que conduzia um automóvel com seus filhos é a protagonista de um grande acidente entre vários automóveis. A senhora assustada dentro de seu carro, começou a gritar: OH Deus! por favor salva a meus meninos! Seu olhar cheio de medo focalizou no acento traseiro onde supostamente estavam seus filhos, porém tudo o que viu foi vidros quebrados e duas cadeiras de crianças destruídas. Não se viam seus gêmeos por lado algum; ela não os escutava chorar, e temeu que tivessem sido lançados para fora do veículo. OH Deus não os deixe morrer!!!  Com a chegada dos bombeiros e a polícia,procuraram na parte traseira porém não encontraram as crianças, os cintos de segurança estavam intactos.. Eles pensaram que a mulher estava louca e que estava sozinha no carro, porém quando a interrogaram descobriram que havia desaparecido.   Policiais a viram passar correndo, sem rumo, e gritando mais forte que o ruído, suplicando desesperadamente  'Por favor ajudem a encontrar meus filhos! Eles só têm quatro anos de idade e estão vestidos iguais, com camisas azuis e jeans fazendo jogo.' Um policial a ouviu e lhe disse: Estão em meu carro e não tem nenhum arranhão! .....Eles dizem que seu pai os colocou ali, e lhes deu a cada um, um pirulito e logo lhes disse para esperar a que sua mãe volte para levá-los para casa. Já procurei por todos os lados mas não pude encontrar o pai. Provavelmente deixou a área, suponho, e isso é muito raro'. A Mãe abraçou os gêmeos e disse, enquanto enxugava as lágrimas: 'Ele não pode ter deixado a área, já que ele morreu há um ano'. O policial, mostrando-se confuso, perguntou, Como pode ser isto verdade? Os meninos exclamavam: 'Mamãe, Papai veio e nos pediu que te desse um beijo por ele.. Disse que não devemos nos preocupar e que você estaria bem, e logo nos colocou neste carro com as luzes brilhantes e bonitas. Queríamos que ele ficasse conosco porque sentimos muita saudade, porém ele só nos abraçou muito forte e disse que teria que ir.. Disse que algum dia entenderíamos e nos pediu que nos comportássemos bem, e que te disséssemos que ele sempre está cuidando de nós.' A Mãe duvidou que o que eles diziam era verdade, porém recordou-se das ultimas palavras do Pai:'Eu cuidarei de vocês'. O relatório dos bombeiros não podia explicar que com o carro totalmente destruído, os três ocupantes se salvaram sem nenhuma cicatriz. Porém no relatório da  polícia estava escrito em letras muito pequenas: 'Um anjo esteve a noite na Auto-estrada 109.'

Pensamentos profundos...‏

O amor não é aquilo que te pega de surpresa e te deixa totalmente sem ar. O
nome disso é asma.

O amor não faz brotar uma nova pessoa dentro de você. O nome disso é
gravidez.

O amor não torna as pessoas mais bonitas. O nome disso é álcool.

Se beber fosse pecado, Jesus teria transformado água em Fanta Uva !

Se você não quer ouvir reclamações, trabalhe no Serviço de Atendimento ao
Cliente de alguma empresa fabricante de paraquedas.

Todo mundo comete erros. O truque é cometê-los quando ninguém está olhando.

Leio a Playboy pela mesma razão que leio a National Geographic: Gosto de ver
fotografias de lugares que sei que nunca irei visitar.

Dizem que a bebida resolve todos os problemas. Pra mim ainda não resolveu,
mas eu sou brasileiro e não desisto nunca!

As melhores crianças do mundo são as japonesas. Estão a 20 mil quilômetros
de distância e quando estão acordadas eu estou dormindo.

Se acupuntura adiantasse, porco-espinho viveria para sempre.

Calorias são pequenos vermes inescrupulosos que vivem nos guarda-roupas, e
que a noite ficam costurando e apertando as roupas das pessoas.


Se você se lembra de quantas bebeu ontem, então você não bebeu o bastante.


Quando sua mulher fica grávida, todos alisam a barriga dela e dizem
"parabéns".
Mas ninguém apalpa seu saco e diz "bom trabalho".


Urologista é o cara que olha o seu pinto com desprezo, pega-o com nojo e
cobra como se o tivesse chupado.


Cerveja sem álcool é igual travesti: a aparência é igual, mas o conteúdo é
bem diferente!


Se vegetarianos amam tanto assim os animais, por que eles comem toda comida
dos pobrezinhos?

Definições

· SAUDADE: é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.

· LEMBRANÇA: é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.

· ANGÚSTIA: é um nó muito apertado bem no meio do sossego.

· PREOCUPAÇÃO: é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento.

· INDECISÃO: é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que devia querer outra coisa.

· CERTEZA: é quando a idéia cansa de procurar e para.

· INTUIÇÃO: é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.

· PRESSENTIMENTO: é quando passa em você o trailler de um filme que pode ser que nem exista.

· VERGONHA: é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.

· ANSIEDADE: é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.

· INTERESSE: é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.

· SENTIMENTO: é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.

· RAIVA: é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.

· TRISTEZA: é uma mão gigante que aperta seu coração.

· FELICIDADE: é um agora que não tem pressa nenhuma.

· AMIZADE: é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.

· CULPA: é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas geralmente, não podia.

· LUCIDEZ: é um acesso de loucura ao contrário.

· RAZÃO: é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.

· VONTADE: é um desejo que cisma que você é a casa dele.

· PAIXÃO: é quando apesar da palavra "perigo" o desejo chega e entra.

· AMOR: é quando a paixão não tem outro compromisso marcado... Não. Amor é um exagero... Também não. Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tem explicação, esse negócio de amor... não sei explicar!
(por Mário Prata)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Dicas de maquiagem

Escolha a sombra certa para deixar os olhos marcantes

Com variadas opções de cores, há sempre uma mais indicada para cada ocasião

Tem quem use no dia a dia e quem a reserve somente para festas e situações mais especiais. Mas a sombra não pode ser considerada apenas como um detalhe da maquiagem. Aliada a uma produção cuidadosa, ela tem o poder de dar uma boa valorizada na finalização do seu make up. A grande questão é saber como escolher nessa infinidade cada vez maior de tonalidades e texturas.

O que é preciso ter em mente é descobrir o que fica melhor para você, recomenda a maquiadora Virginia Gregori, do Studio W, de São Paulo. Para não ter erro, a especialista destaca as grandes coringas desse tipo de cosmético: marrom e preta. "Ficam bem para qualquer tom de pele", explica. 
Sombra pode e deve ser usada no cotidiano - Foto: Getty Images
O cosmético pode e deve ser usado no cotidiano. "Uma pessoa que trabalha em um escritório, por exemplo, fica bem com uma sombra rosada", sugere a especialista. Para o dia, opte por tons que não tenham muito brilho, como as de cores neutras e pastel, como o bege, o lilás e até o marrom. Adote sempre as mais clarinhas. Ao cair da noite, entretanto, você pode abusar das tonalidades mais escuras. As cores fortes, o preto e o brilho ganham espaço.

Sobre o jogo de cores em uma mesma maquiagem, a especialista destaca que é uma questão que depende de estilo e momento. "Vai do gosto pessoal de cada uma e das tendências do momento. Você pode usar quantos tons quiser", afirma Virginia. Mas certo policiamento em relação a exageros é sempre necessário. 
Para a maquiadora, o jeito certo de passar o produto é com pincel. "Ele deixa a maquiagem bem acabada e o resultado fica mais natural. Com o dedo pesa um pouco", diz. Existem vários tipos de pincéis e, o interessante, segundo Virginia, é ter um para a sombra clara, um para o côncavo, outro para a sombra escura e outro para esfumar.

Sombra e formato de olhos
Pequenos: tem que cuidar para não deixá-lo muito fechado, arredondado. Escolha uma cor clara para o côncavo e escura para fora. Nunca use lápis dentro dos olhos, sempre por fora. A não ser que seja um olho todo preto, aí aplique dentro, fora e esfume. Isso dá uma sensação maior para o branco do olho.

Grandes
: o olho pode ser bem marcado. Para o dia é possível usar os tons de marrom, que fica bem suave. Em uma produção para noite, pode se fazer bem preto. Sempre passe o lápis dentro do olho.

Juntos:
procure passar um tom clarinho na parte interior da pálpebra e esfumar a parte de fora com um tom mais escuro.

Separados: opte por uma sombra de tonalidade escura em toda pálpebra.