segunda-feira, 23 de maio de 2011

Crônica sobre Bullying

Escola: uma fábrica de monstros?

       Wellington Menezes é um garoto pacato, tímido, solitário. Por sua fama de introvertido, costuma ser discriminado. Quando chega à escola, a zombaria começa:

       - E aí, Wellington? Você costuma falar sozinho? Porque você não tem amigos né...

       Os meninos não querem ser seus amigos. Não permitem que ele entre na conversa, entre no jogo de futebol... Wellington deseja profundamente ser invisível, pois ele não é ignorado, ao contrário, costuma ser o centro das atenções para ser agredido, o que é muito pior. Sua relação com as meninas machuca ainda mais.

        - Oi Wellington! Você não quer ficar comigo? Ah é, me esqueci! Ninguém te quer, porque além de horroroso, você é um psicopata que não fala com ninguém!

       Para um adolescente, ouvir isso da garota que ele ama, dói mais que uma facada no coração.

       Os anos vão se passando e o garoto se torna mais introspectivo a cada dia. As agressões físicas e psicológicas naquele ambiente pavoroso chamado escola, deixaram marcas eternas em Wellington. Até que chega o dia em que decide se vingar.

        Ele acorda mais cedo que o normal e sai de casa sem explicações, deixando sua família encabulada. Leva consigo uma arma que, segundo o seu pensamento, lhe trará uma felicidade extrema. Começa a contar as horas, os minutos e até os segundos. O tempo não passa! Enquanto isso, vai relembrando seu plano para tudo sair perfeito.

       Faltam cinco minutos para a aula matinal começar. Wellington entra pela portaria principal com a explicação de que faria uma palestra. Sorriso no rosto, coração batendo forte. "Finalmente a justiça será feita", pensa. Logo em seguida começa a chacina. Crianças brincavam e a professora chamava a atenção. Aquela paz inocente foi subitamente transformada em terror. "Vou matar todos vocês!", dizia. Wellington acabou matando dois meninos e dez meninas. Por que a preferência? Para representar aquela garota e muitas outras que haviam partido seu coração para sempre.

       O rapaz, que se sentia um herói, percebe que aquela atitude nem mesmo amenizou a sua dor. Era um herói ou um monstro? Mas sua personalidade era reflexo do ambiente, não era sua culpa. O mundo parecia detestar a sua existência. Ou talvez fosse ele mesmo o culpado por se isolar e construir sua própria dor. Mas agora não importa o culpado, o que importa é que esse mundo não é para ele e nem ele era para estar nesse mundo. Welington dá um tiro em sua própria cabeça e pela primeira vez na vida, se sente feliz. Ironicamente a caminho da morte...

terça-feira, 10 de maio de 2011

Crônica sobre o desastre do Japão

Como uma Onda do Mar...


     Era um dia lindo. O sol radiante, o céu azul e límpido, sem nenhuma nuvem. Na península de Ojika o dia começa agitado para os japoneses. Homens de negócios seguem para seus escritórios, criancinhas pegam o ônibus escolar, donas de casa correm para aproveitar as promoções do supermercado, vendedores de bugingangas correm da fiscalização... E a pequena Shanaia observa do colo de sua mãe e com olhar curioso a grandiosidade do arranha-céus construído pela Samsung em frente a sua casa.

     Não muito longe dali, a um raio de dois quilômetros, Tamashiro medita em um templo budista no alto da montanha, com vista para o mar, num local tão natural e divino, contrastando com a vida urbana, acinzentada e tecnológica de Ojika. Tamashiro contempla aquela natureza e sente uma paz interior. Existe lugar melhor que aquele para meditar? Tudo parece tão estático, parado, como numa fotografia. A beleza daquela paisagem seria eterna.

     O mar também permanecia estático, calmo. Veio uma onda inesperada que voltou, fazendo a beira do mar retroceder tanto, que os banhistas que estavam cobertos pela água até o pescoço, passaram a ter apenas seus pés cobertos. Parecia que a água do mar tinha decido pelo ralo, como numa banheira. E assim permaneceu por um bom tempo.

     De repente o mar foi subindo, subindo e veio uma onda monstruosa que afogou todos os banhistas e permaneceu subindo e subindo. Tamashiro despertou de sua meditação ao ouvir o som dos gritos e o barulho da onda. No mesmo instante sentiu o tremor do chão e sentiu medo. O Templo Budista tremia e a primeira rachadura apareceu na imagem dourada de Buda. A paz daquele lugar transformou-se em prantos, tremores, dor e medo. A construção desmoronou e a onda gigantesca continuava a avançar, até que se aproximou da casa da pequena Shanaia. O imenso arranha-céus se tornou pequeno aos olhos dela, já que a onda era três vezes maior. Como se não bastasse essa visão assustadora para uma garotinha de cinco anos, sua casa partiu ao meio e todos que ali estavam caíram dentro da rachadura e foram cobertos por água salgada e escombros de cimento.

     Dentro de cerca de cinco minutos, aquela paisagem bela que parecia aterna foi totalmente destruída e despedaçada. Pessoas, animais, prédios, automóveis, árvores... A ira do mar e da terra calaram a Península de Ojika. A agitação, a correria e os barulhos da cidade foram parados pela natureza e substituídos por um silêncio eterno. Tamashiro, Shanaia e todos os outros saíram desse pesadelo para mergulhar em um sono profundo rumo à eternidade. De agora em diante, só se ouvirá o som das ondas do mar...

domingo, 1 de maio de 2011

Crônica para aula de Redação

Bandidos Modernos

     Uma profissão que hoje em dia tem um mercado bem amplo e lucro na certa é a bandidagem. Isso mesmo! Para os que não sabem, ser bandido é uma profissão, é o mesmo que dizer "sou médico, advogado, etc". Tem-se até mesmo cursos para identificar o perfil da vítima, aprender a psicologia da ameaça, saber distinguir ouro de bijouterias, e muitas outras modalidades.
     No séc. XXI, essa profissão tem crescido infinitamente, pois o conceito antigo de bandido está por fora. Os antigos estelionatários, sequestradores, assassinos, ladrões, estupradores, malucos e psicopatas se tornaram bancários estelionatários, advogados e políticos ladrões, médicos malucos, dentre muitos outros. Há até mesmo os bandidos virtuais, chamados "hackers", que são o símbolo da modernidade.
     Com a Globalização, os bandidos do nosso país estao cada vez mais chiques e internacionais, mas perderam o jeitinho brasileiro e infalível de praticar crimes. Um exemplo claro é o caso do rapaz de 31 anos que planejou matar a namorada, raptou-a, mas foi pego no flagrante, pois havia esquecido de abastecer o carro para a fuga. Já que é para fazer, então faça direito, poxa! Felizmente, a burrice tamanha desses "fora-da-lei", acaba salvando a nossa vida. Já não se faz mais bandidos como antigamente!
     Burros ou não, os bandidos modernos são como um vírus que se alastra de repente e ataca a todos. Além disso, têm uma grande capacidade de mutação, podem estar em qualquer profissão. Os bandidos modernos podem estar em qualquer lugar, até mesmo...AO SEU LADO!