Diga-me o que tu fazes que direi quem tu és
Chega a tão esperada e temida hora do vestibular. Depois de meses e meses estudando a fio e refletindo sobre a escolha da carreira, o aluno, ansioso e pressionado, acaba marcando qualquer curso. "Seja o que Deus quiser!". Esse é o quadro de muitos jovens do século XXI, pintado por indecisão e insatisfação. A certeza profissional é buscada pelo jovem no exterior, sendo que a resposta está em seu próprio interior.
As pessoas atualmente têm grande acesso à informação; através da internet conectam-se ao mundo inteiro. Isso as torna mais ligadas ao exterior, à sociedade; tentam ser aceitas e reconhecidas, mas o preço do sucesso pode custar muito alto, chegando ao ponto de perder sua própria personalidade. É por isso que os jovens buscam nas profissões reconhecimento dos pais, amigos, status e uma boa condição econômica, deixando de lado sua vocação, vontade e realização pessoal/profissional.
Consequentemente, quando não há a formação de profissionais insatisfeitos e com mau rendimento, há um verdadeiro troca-troca de cursos que atrasa a formação e desgasta o estudante. A famosa pergunta de infância: "O que você vai ser quando crescer?" não tem necessariamente a resposta em testes vocacionais, opinião da família, amigos , na fama das profissões ou nas cifras do futuro salário. Como diz o filósofo grego Sócrates: "Conhece-te a ti mesmo". Essa pode ser a chave do sucesso.
Os estudantes devem ser incentivados pela família, pela escola e até mesmo pela mídia a refletir desde cedo acerca de sua carreira, pois é uma das escolhas mais importantes da vida e é feita numa época em que muitos não são maduros e decididos o suficiente. A profissão deve ser reflexo do próprio ser, pois é através dela que o homem modifica seu meio e registra um legado que pode marcar gerações.

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